Capa Livro - Foto: EDUFRN

Aluno da EMUFRN lança versão traduzida de livro sobre Clarinete

Na última quarta-feira (8), um estudante da Escola de Música (EMUFRN) lançou versão traduzida do livro de Larry Guy, “The Daniel Bonade Workbook”. O livro é uma abordagem sobre técnicas e interpretação do clarinete por Daniel Bonade. A obra é de grande importância musical e vai servir de apoio para o curso de Clarinete. Além disso, é um novo passo para o mercado de livros didáticos na área de música em língua portuguesa.

A obra em português é uma parceria com o Departamento de Línguas e Literaturas Estrangeiras Modernas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) junto à Escola de Música (EMUFRN). A tradução do livro foi feita por Wendel André da Silva, Júlia Pontes e Maria Vieira sob a orientação de Amandy Araújo e Jennifer Cooper. O livro recebe apoio da Editora da UFRN (EDUFRN).

Segundo Wendel da Silva, um dos tradutores do livro, a importância da obra para classe clarinetista é uma grande contribuição, visto que materiais no idioma português são inexistentes e isso vai contribuir para a Escola de Música (EMUFRN) e todo o cenário de instrumentistas do país.

Wendel da Silva, um dos tradutores do livro – Foto: Arquivo Pessoal

A obra é a primeira versão em língua portuguesa que reúne conceitos do famoso clarinetista e professor Daniel Bonade. O músico foi um professor de clarinete muito importante para a Escola de Clarinete Norte-Americana, que influenciou uma grande geração de futuros músicos do instrumento.

“Foi uma experiência incrível, o compartilhamento de vivências, ideias e informações torna-se algo indescritível. Um divisor de águas na minha formação” relatou Wendel da Silva, estudante do curso de bacharelado em Clarinete.

O livro de forma virtual está disponível no repositório institucional da UFRN.

Confira aqui.

EMUFRN promove o projeto Aldo Parisot e leva cultura para o interior do Estado

A Escola de Música promove o projeto cultural Aldo Parisot com a finalidade de levar a música clássica para o interior do Rio Grande do Norte, sendo inicialmente na região do Seridó. O projeto é uma parceria com o Centro de Ensino Superior do Seridó (Ceres), a Fundação Nacional de Artes (Funarte) e os Institutos Federais de Caicó e Jucurutu. Serão promovidas habilidades instrumentais de corda, compreendidas em violino, viola, violoncelo e contrabaixo, que vão resultar a criação de novas filarmônicas potiguares, com o objetivo de inserir um conceito musical cultural na juventude do Estado. A iniciativa é uma forma de preservar e homenagear o legado do violoncelista Parisot.

O projeto Aldo Parisot serve como um novo formador de músicos e de cidadania no RN. Por meio do acesso e estudo da música, os jovens desenvolverão as humanidades e o intelecto. O plano é utilizar a música além das salas de aula e fazer isso atingir outros lugares como igrejas, reuniões de família e escolas. Este projeto trabalhará aspectos de cidadania, igualdade de gênero e irá colaborar para a formação de novas lideranças locais e regionais. Além disso, participantes terão formação e experiências ligadas ao empreendedorismo, formatação de projetos na UFRN e nos parceiros internacionais.

Outro fator de destaque é o apoio à representação feminina na música clássica no Rio Grande do Norte. O ensino de música no interior ainda acontece majoritariamente nas bandas e para o público masculino e isso será um dos objetivos de reconstrução do projeto com a finalidade de igualdade de gênero. Dessa forma, o ensino de instrumentos focará no público feminino com faixa etária entre 10 e 20 anos, nas cidades onde os núcleos serão sediados e nos seus respectivos entornos. Além disso, irá fornecer acessibilidade a pessoas com deficiência com o apoio do SEMBRAIN (Setor de Musicografia Braille e Apoio à Inclusão) da Escola de Música da UFRN.

“Os encontros têm alvo em meninas do interior do estado, entre 10 e 20 anos, pois o 5º Objetivo de Desenvolvimento da ONU é estabelecer o fim da discriminação por gênero em todos os lugares até 2030” relata Fábio Presgrave, coordenador do projeto de extensão.

Violoncelista Aldo Parisot – Foto: Robert Lisak

Aldo Parisot foi um violoncelista potiguar e um dos mais ilustres da cena musical. Atuou como solista na Orquestra Filarmônica de Berlim, Viena, Nova Iorque e muitas outras. O músico propôs um movimento artístico de alcance internacional para o Nordeste e que começaria aqui no Rio Grande do Norte, mas acabou não tendo sucesso na realização. Então, foi somente na Paraíba que ocorreu um grande impacto e tornou o estado por muito tempo como referência para a música brasileira. Atualmente, Parisot deixa um legado de expressividade artística e exemplo de vida para diversos jovens potiguares.

Para mais informações é possível solicitar inscrição na plataforma Sigaa da UFRN na aba de projetos de extensão. A iniciativa é coordenada pelo vice-diretor da Escola de Música (EMUFRN), Fabio Presgrave, com a colaboração de Elke Riedel, Zilmar de Souza e André Luiz Oliveira.