
A Escola de Música promove o projeto cultural Aldo Parisot com a finalidade de levar a música clássica para o interior do Rio Grande do Norte, sendo inicialmente na região do Seridó. O projeto é uma parceria com o Centro de Ensino Superior do Seridó (Ceres), a Fundação Nacional de Artes (Funarte) e os Institutos Federais de Caicó e Jucurutu. Serão promovidas habilidades instrumentais de corda, compreendidas em violino, viola, violoncelo e contrabaixo, que vão resultar a criação de novas filarmônicas potiguares, com o objetivo de inserir um conceito musical cultural na juventude do Estado. A iniciativa é uma forma de preservar e homenagear o legado do violoncelista Parisot.
O projeto Aldo Parisot serve como um novo formador de músicos e de cidadania no RN. Por meio do acesso e estudo da música, os jovens desenvolverão as humanidades e o intelecto. O plano é utilizar a música além das salas de aula e fazer isso atingir outros lugares como igrejas, reuniões de família e escolas. Este projeto trabalhará aspectos de cidadania, igualdade de gênero e irá colaborar para a formação de novas lideranças locais e regionais. Além disso, participantes terão formação e experiências ligadas ao empreendedorismo, formatação de projetos na UFRN e nos parceiros internacionais.
Outro fator de destaque é o apoio à representação feminina na música clássica no Rio Grande do Norte. O ensino de música no interior ainda acontece majoritariamente nas bandas e para o público masculino e isso será um dos objetivos de reconstrução do projeto com a finalidade de igualdade de gênero. Dessa forma, o ensino de instrumentos focará no público feminino com faixa etária entre 10 e 20 anos, nas cidades onde os núcleos serão sediados e nos seus respectivos entornos. Além disso, irá fornecer acessibilidade a pessoas com deficiência com o apoio do SEMBRAIN (Setor de Musicografia Braille e Apoio à Inclusão) da Escola de Música da UFRN.
“Os encontros têm alvo em meninas do interior do estado, entre 10 e 20 anos, pois o 5º Objetivo de Desenvolvimento da ONU é estabelecer o fim da discriminação por gênero em todos os lugares até 2030” relata Fábio Presgrave, coordenador do projeto de extensão.

Aldo Parisot foi um violoncelista potiguar e um dos mais ilustres da cena musical. Atuou como solista na Orquestra Filarmônica de Berlim, Viena, Nova Iorque e muitas outras. O músico propôs um movimento artístico de alcance internacional para o Nordeste e que começaria aqui no Rio Grande do Norte, mas acabou não tendo sucesso na realização. Então, foi somente na Paraíba que ocorreu um grande impacto e tornou o estado por muito tempo como referência para a música brasileira. Atualmente, Parisot deixa um legado de expressividade artística e exemplo de vida para diversos jovens potiguares.
Para mais informações é possível solicitar inscrição na plataforma Sigaa da UFRN na aba de projetos de extensão. A iniciativa é coordenada pelo vice-diretor da Escola de Música (EMUFRN), Fabio Presgrave, com a colaboração de Elke Riedel, Zilmar de Souza e André Luiz Oliveira.


