
por Agecom/UFRN

O role-playing game (RPG) é uma maneira de estimular a socialização e habilidades artísticas e intelectuais de maneira lúdica. Os jogadores utilizam a imaginação para embarcar em aventuras fantásticas. Na UFRN, alunos e pessoas da comunidade podem experimentar esses jogos por meio do projeto de extensão Entre Mesas e Monitores, que promove encontros quinzenais de RPG, tanto presencialmente quanto de forma remota.
Os jogos acontecem aos sábados pela manhã ou à tarde, a depender do combinado com os participantes. Quando o encontro é presencial, é utilizada uma sala da Escola de Música (EMUFRN), a unidade que apoia o projeto, ou do Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN). Nas reuniões remotas, é empregada uma plataforma gratuita de Virtual Tabletop (VTT; tabuleiro virtual em inglês), Foundry, acessível a partir de qualquer computador.
As sessões vão, geralmente, das 8h às 13h ou 14h. De acordo com Fernando Emboaba, professor da EMUFRN e coordenador do projeto, uma vez os participantes jogaram por 16 horas seguidas. Fernando criou a ação junto a Alyson Carvalho Souza, docente do IMD e também coordenador do Entre Mesas e Monitores. Atualmente, são sete jogadores participando dos encontros.
Esta é a segunda temporada da ação, que teve início em 2024 com campanhas de Dungeons & Dragons (D&D). Agora, o grupo trabalha em aprimorar um sistema próprio criado por Fernando Emboaba. O objetivo é, no segundo semestre de 2025, iniciar testes com outros grupos e realizar eventos com o novo sistema.

“Trabalhamos o RPG primeiramente como uma forma de promover qualidade de vida, oferecendo um ambiente seguro para interpretarmos papéis e compartilharmos dificuldades juntos”, afirma o coordenador do projeto. Ele destaca que os jogos estimulam habilidades como interpretação, produção artística, interações sociais, imaginação, respeito ao próximo, lógica e cálculos rápidos.
O projeto também serve como fonte de pesquisa. A aluna Yara Galdino Dutra se inspirou nos jogos e elaborou uma sequência didática utilizando o RPG em uma turma do ensino fundamental. A partir dessa experiência, a discente produziu e publicou um artigo em um congresso.
Além disso, outros discentes realizaram pesquisas sobre a possibilidade de utilizar a ficha de personagem, essencial no jogo, para criar personagens de teatro e sobre ambientes sonoros no RPG. Fernando ministra a disciplina Áudio e Trilhas Sonoras para Jogos na EMUFRN, que lida com o assunto.
Interessados podem mandar um e-mail para Fernando relatando interesse em fazer parte do projeto. Isso pode ser feito a qualquer momento do semestre ou do ano, já que não há um período específico aberto para inscrições. O candidato então fará uma sessão teste com o docente, para compreender melhor a proposta do projeto e se seu estilo e preferências são coesos com os dos outros participantes. “O RPG tem que ser algo com qualidade para todo mundo, não para uma pessoa ou para um pequeno grupo”, declara o professor.
Se o jogador escolhe entrar, as primeiras sessões são destinadas a entender o sistema, jogando com um personagem já inserido na história corrente com o objetivo de compreender a dinâmica do jogo e conhecer o grupo. Se escolher continuar, o iniciante pode criar um personagem próprio.
Fonte: Agecom/UFRN. Texto: Karen Oliveira. Edição: Hellen Almeida. Revisão: Beatriz de Azevedo. Foto: Yara Galdino Dutra
28 de março de 2025 (Atualizado em 28 de março de 2025 às 14:00


