Capa Manuscrito - Foto: Arquivo EMUFRN

Acervo da EMUFRN começa processo de editoração sobre compositores

A ação faz parte do projeto “Pesquisa, catalogação, edição e divulgação de obras brasileiras para piano do século XX”, pela Escola de Música com orientação de Durval da Nobrega Cesetti. O projeto tem o objetivo de criar sítios eletrônicos na internet para compositores, contendo o catálogo de suas obras, informações biográficas, partituras editadas e gravações de suas obras. Dessa forma, permite que estes trabalhos possam ser divulgados amplamente entre a comunidade musical do país e no exterior. Além disso¸ o projeto de pesquisa reúne pesquisadores do Instituto Federal do Ceará (IFCE) e do Instituto Piano Brasileiro (IPB).

Oriano de Almeida e Waldemar de Almeida são os compositores que terão a catalogação e edição de suas partituras. Estas ficarão disponíveis na Escola de Música para alunos e professores dos cursos de Graduação e Mestrado da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Segundo Renan Grimaldi, bolsista do projeto, o trabalho iniciado pela Escola de Música é de grande importância, pois o acervo dos compositores cairia no esquecimento e poderia ser perdido. O projeto é uma forma de manter viva a memória de músicos e compositores ilustres.

A iniciativa almeja realizar uma pesquisa sobre obras de compositores brasileiros que incluam o piano, seja como instrumento solo ou em formações camerísticas, e que ainda se encontrem em manuscritos. Isso é fundamental em termos culturais, históricos e musicais.

“Meu trabalho nesse projeto é receber uma digitalização do manuscrito original e transcrever tudo em software de escrita e estação de partituras. Tudo que consta no original tem que estar na partitura que transcrevo. Às vezes surge uma ou outra dúvida, alguma rasura ou escrita que não é muito legível, mas o professor Durval está sempre disposto a ajudar com qualquer coisa. Depois que finalizo de transcrever tudo, reviso nota por nota, compasso por compasso e só então envio para o Durval, que revisa novamente e faz as devidas alterações e edições”, disse Grimaldi, bolsista do projeto.

Entre as edições já publicadas, está presente peças de Lydia do Amaral, canções de Tarsila do Amaral, os 20 Prelúdios Potiguares de Oriano de Almeida, canções completas de José Henrique Lins e uma peça de Silvio Deolindo Fróes e Achille Picchi.

O acervo já começou o processo de editoração e está disponível na página eletrônica da Escola. Veja abaixo um dos manuscritos de Oriano de Almeida editorado.

Confira outras edições já publicadas aqui.

Capa Livro - Foto: EDUFRN

Aluno da EMUFRN lança versão traduzida de livro sobre Clarinete

Na última quarta-feira (8), um estudante da Escola de Música (EMUFRN) lançou versão traduzida do livro de Larry Guy, “The Daniel Bonade Workbook”. O livro é uma abordagem sobre técnicas e interpretação do clarinete por Daniel Bonade. A obra é de grande importância musical e vai servir de apoio para o curso de Clarinete. Além disso, é um novo passo para o mercado de livros didáticos na área de música em língua portuguesa.

A obra em português é uma parceria com o Departamento de Línguas e Literaturas Estrangeiras Modernas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) junto à Escola de Música (EMUFRN). A tradução do livro foi feita por Wendel André da Silva, Júlia Pontes e Maria Vieira sob a orientação de Amandy Araújo e Jennifer Cooper. O livro recebe apoio da Editora da UFRN (EDUFRN).

Segundo Wendel da Silva, um dos tradutores do livro, a importância da obra para classe clarinetista é uma grande contribuição, visto que materiais no idioma português são inexistentes e isso vai contribuir para a Escola de Música (EMUFRN) e todo o cenário de instrumentistas do país.

Wendel da Silva, um dos tradutores do livro – Foto: Arquivo Pessoal

A obra é a primeira versão em língua portuguesa que reúne conceitos do famoso clarinetista e professor Daniel Bonade. O músico foi um professor de clarinete muito importante para a Escola de Clarinete Norte-Americana, que influenciou uma grande geração de futuros músicos do instrumento.

“Foi uma experiência incrível, o compartilhamento de vivências, ideias e informações torna-se algo indescritível. Um divisor de águas na minha formação” relatou Wendel da Silva, estudante do curso de bacharelado em Clarinete.

O livro de forma virtual está disponível no repositório institucional da UFRN.

Confira aqui.

Filarmônica UFRN vai se apresentar em uma das melhores salas de concerto do mundo

Em novo concerto, a Filarmônica UFRN vai participar do Festival Campos do Jordão, organizado pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP). O evento é um momento de grande encontro entre orquestras sinfônicas do país. Em virtude da participação no festival, a filarmônica foi convidada a se apresentar na Sala São Paulo, que é considerada umas das melhores salas em critério de acústica do mundo.

O concerto vai mostrar o cenário da marca potiguar, com a finalidade de levar a cultura nordestina revelando uma grande importância identitária e servindo de importância cultural e educativa.

Segundo Fabio Presgrave, atual vice-diretor da Escola de Música da UFRN, a Filarmônica UFRN é a primeira orquestra de estudantes do Norte/nordeste a conseguir se apresentar na sala São Paulo “o maracanã da música clássica”.

A orquestra já demonstra grandes trabalhos durante a sua existência. O Vaticano, na Audiência Papal, a sala Palestrina da Embaixada Brasileira em Roma e Karlsruhe na Alemanha são alguns dos lugares de grande importância que receberam concertos da Filarmônica da UFRN. No Brasil, a orquestra apresentou-se na Mostra Internacional de Música de Olinda (MIMO) e já atuou em conjunto com a Orquestra Sinfônica de Heliópolis. Entres solistas que já passaram pela filarmônica está o lendário violoncelista Italo Babini.

Filarmônica da UFRN – Foto: Lucas Góis

“Tomar uma responsabilidade como essa faz a superação se tornar uma palavra básica. É levar um grupo de alunos e torná-los embaixadores de toda cultura musical de uma região do país. Precisamos fazer um concerto acima das nossas condições técnicas” afirmou André Muniz, regente da Filarmônica.

O ano de 2009 marca o início da Filarmônica UFRN, que até hoje continua como uma das principais orquestras da região Norte e Nordeste do país. A orquestra é formada por alunos vindos de cursos de licenciatura, técnico, bacharelado e até pós-graduação. Integrantes da Filarmônica atualmente estão em diversas orquestras conceituadas em outras localidades do Brasil como a Orquestra do Theatro da Paz, em Belém, e Orquestra Filarmônica de Minas Gerais.

De acordo com o regente André Muniz, os alunos estão ansiosos e determinados para o sucesso dessa empreitada. Há mais de 30 anos quando chegou na Escola de Música, nunca pensou em chegar nesse patamar ao nível de grande referência nacional por meio da sala São Paulo.