Orquestra Filarmônica e Madrigal da UFRN realizam apresentação nesta terça

Ana Lourdes Bal de Agecom/UFRN

A Orquestra Filarmônica e o Madrigal da UFRN farão uma apresentação nesta terça-feira, 2, às 18h, na Igreja Nossa Senhora da Apresentação. O evento contará com a obra Réquiem, de Gabriel Fauré. Fauré foi um compositor francês reconhecido como um dos grandes nomes do Impressionismo.  

A regência é do professor da Escola de Música da UFRN (EMUFRN), André Muniz; o soprano, de Lúcia Tabita; e o barítono, de Fellipe Oliveira. O termo réquiem simboliza uma missa realizada para os mortos. A palavra vem do latim e significa descanso. “E a gente até quis fazer esse réquiem, mais do que nunca para não perdermos de vista as milhares de vidas que tivemos ceifadas ao longo deste ano e meio, quase dois anos. Não deixa de ser uma coisa de reverência à memória dos que se foram. Mas, ao mesmo tempo, uma coisa que é uma preocupação com o que se foi”, explica André Muniz.

“Escolhemos esse do Fauré, que é uma música muito calma, música de muita paz. E nós também temos a preocupação pelos que ficaram. É importante cultuar a memória dos que se foram, mas ao mesmo tempo também queremos acalentar, queremos trazer paz”, complementa.

André Muniz, Lúcia Tabita e Fellipe Oliveira

A recomendação do professor André Muniz é chegar cedo ao local para garantir a entrada, já que não haverá reservas de ingressos previamente. A igreja fica em frente a Praça André de Albuquerque, Centro.

EMUFRN realiza VIII Encontro sobre Música e Inclusão

Ana Lourdes Bal de Agecom/UFRN

A Escola de Música da UFRN (EMUFRN), por meio do Setor de Musicografia Braille e Apoio à Inclusão (Sembrain), realizará o VIII Encontro sobre Música e Inclusão (EMI) entre os dias 12 e 15 de outubro, de forma virtual. O tema geral desta edição é Como anda a inclusão? Pessoas com necessidades educacionais específicas nos contextos não presenciais de Ensino. As inscrições para participar estão abertas e podem ser realizadas por meio deste site.

O evento tem como objetivo refletir as conquistas, os novos desafios da formulação e implementação de ações político-econômicas inclusivas da transversalidade da inclusão nas iniciativas na Música, junto à comunidade educativa e estudantil. A programação do VIII EMI envolve a realização de palestras, mesas-redondas, rodas de conversa, apresentação de trabalhos acadêmicos, oficinas e apresentações musicais. As transmissões das atividades serão realizadas via YouTube e Google Meet. 

“Hoje podemos dizer que o EMI é um dos principais eventos acadêmicos voltados às discussões acadêmicas sobre Educação Especial e Inclusiva na Educação Musical no país. É um espaço que vem se consolidando no compartilhamento de pesquisas, experiências, práticas e recursos voltados à inclusão das pessoas com deficiência e necessidades educacionais específicas na educação e performances musicais”, afirma David Barbalho, servidor da Biblioteca da Escola de Música e coordenador da ação. Para ele, a área vem ganhando cada vez mais fôlego e robustez, trazendo o aprimoramento e a garantia de processos mais qualificados de educação musical junto ao público. 

Atualmente afastada para o doutorado, a professora Catarina Shin está colaborando com David para a realização do evento. Ela coordenou o evento nos anos anteriores. “Diante da realidade que estamos vivendo, passou-se um ano e meio de pandemia que deu visibilidade a outras formas de exclusão vivenciadas pelas pessoas com deficiência e outras necessidades específicas que nos provocaram a pensar e agir para a solução dos novos desafios. Questionar a realidade é condição necessária, para que, a partir dela possamos traçar metas, buscar caminhos para a construção do ideal de sociedade que queremos, uma sociedade do respeito às diferenças, onde todos podem e devem desenvolver todo o seu potencial desde que caminhemos todos juntos”, afirmou a professora.

“Nesse ano, especificamente, o Evento traz para o centro das discussões os desafios e potencialidades da acessibilidade e inclusão nos formatos não presenciais de Ensino e Educação Musical. Trata-se de uma questão relevante, frente à necessidade de garantirmos que esses formatos sejam, de fato, inclusivos”, complementa David.

Saiba mais sobre o evento no site ou Instagram do EMI. 

Filarmônica UFRN realiza primeira apresentação ao público após início da pandemia

Ana Lourdes Bal de Agecom/UFRN

Após quase dois anos sem se apresentar ao público, a Filarmônica UFRN realizou seu primeiro concerto presencial após o início da pandemia. O concerto Beethoven com Humor aconteceu no último sábado, 2, no Papódromo João Paulo II. O show conseguiu juntar a 5ª Sinfonia de Beethoven com o solista comediante Ticiano D’Amore, guitarrista e professor da Escola de Música da UFRN (EMUFRN). 

O ingresso pôde ser adquirido de forma gratuita, porém, só poderiam comparecer aqueles que tivessem tomado pelo menos a primeira dose da vacina contra a covid-19. A aquisição do ingresso cruzava as informações com o site RN + Vacina. Dessa forma, o ticket não poderia ser transferido para outra pessoa, garantindo a segurança de quem frequentou o evento. Além disso, o uso de máscara era obrigatório para permanecer no local. Foram disponibilizados 600 ingressos.

Para o diretor artístico e regente da Filarmônica UFRN, André Muniz, este foi um momento bem único. “Nossa, essa foi uma grande emoção. Faço música há 41 anos e nunca havia passado tanto tempo sem ensaio e sem acesso ao público”, afirmou.

Título de Cidadão Natalense 

Momento da entrega do título de cidadão natalense ao professor André Muniz – Foto: Lúcia Tabita/Cedida

No evento, o professor André Muniz recebeu o título de Cidadão Natalense. Ele é pernambucano e a vereadora Júlia Arruda realizou a proposição de dar o título para o músico. “Foi um olhar pelo trabalho diferenciado com as nossas atividades aqui na área da educação e na área artística. No meu caso, as duas coisas se juntam”, explica ele. A Filarmônica UFRN chegou a realizar uma apresentação para o Papa Francisco, no Vaticano, em 2019. 

“Eu me sinto completamente honrado pelo título. Eu creio que a láurea sempre se deve ao conjunto de professores e artistas da nossa cidade, que incansavelmente. Que embora com as dificuldades, seguem tentando da nossa cidade fazer um lugar melhor, mais justo e com melhor qualidade de vida. E que a educação seja sempre a busca por essa melhora”, encerra o professor.