Projeto Aldo Parisot abre seleção de bolsistas para atuação em Caicó (RN)

A Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (EMUFRN) abriu inscrições para a seleção de bolsistas do Projeto Aldo Parisot, iniciativa que alia formação musical e impacto social no interior do estado. As oportunidades são destinadas a músicos interessados em atuar no ensino de instrumentos de cordas.

Estão sendo ofertadas duas bolsas para estudantes de mestrado, com valor mensal de R$ 3 mil, e uma vaga para pesquisador(a), com bolsa de R$ 4 mil.

Os selecionados irão desenvolver atividades de ensino de violino, viola, violoncelo e violão, por meio de aulas individuais e coletivas. As ações serão realizadas no município de Caicó (RN), com atuação entre quarta-feira e sábado, e carga horária definida conforme o plano de trabalho.

O processo seletivo segue o seguinte cronograma:

  • Inscrições: de 17 a 29 de março.
  • Entrevistas: 30 de março (online ou presencial).
  • Divulgação do resultado final: 01 de abril.
  • O início das atividades está previsto para abril de 2026.

Os interessados devem consultar o edital completo, disponível nos canais oficiais do projeto, onde constam as orientações para inscrição e demais informações. Em caso de dúvidas, o contato pode ser feito pelo e-mail projetoparisotcaico@gmail.com.

O Projeto Aldo Parisot integra as ações de extensão da EMUFRN voltadas à democratização do acesso ao ensino de música, contribuindo para a formação artística e o desenvolvimento social na região do Seridó potiguar.

Acesse o edital completo através deste link.

Concerto homenageia o violoncelista Matias de Oliveira Pinto na XIII Mostra de Violoncelos da UFRN

A Escola de Música da UFRN (EMUFRN) realiza, no dia 7 de novembro, às 19h, no Auditório Onofre Lopes, o Concerto em Homenagem a Matias de Oliveira Pinto, como parte da XIII Mostra de Violoncelos de Natal, com entrada franca.

A XIII Mostra de Violoncelos de Natal ocorrerá de 5 a 9 de novembro de 2025, contando com convidados ilustres, sendo eles: Julia Wasmund, Pedro Huff e Frederico Nable.

O evento celebra a trajetória e a contribuição do violoncelista e professor Matias de Oliveira Pinto, que atuou por 15 anos na UFRN e foi um dos principais responsáveis pelo convênio com a Universidade de Münster (Alemanha), fortalecendo o intercâmbio artístico e acadêmico entre as instituições.

O concerto reunirá o grupo UFRN Cellos e convidados, com um programa que inclui obras de J.S. Bach, Pedro Huff, Gustavo Tavares e Tom Jobim.

Após a apresentação, será realizada uma cerimônia simbólica em homenagem ao professor, com a inauguração de uma placa e o plantio de uma árvore nos jardins da Escola de Música.

A iniciativa é uma realização da Escola de Música da UFRN, com apoio da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX/UFRN) e da Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PPG/UFRN).

Para realizar a inscrição no evento, basta preencher o formulário de inscrição através deste link.

Concurso Jovens Solistas Aldo Parisot 2021: aluna da EMUFRN vence etapa estadual em primeiro lugar

Por Cleciane Vieira

A aluna da Escola de Música da UFRN, Samira Rodrigues, de 19 anos, venceu a etapa estadual do Concurso Jovens Solistas Aldo Parisot 2021. A jovem conquistou seu tão merecido primeiro lugar tocando Elegie, de Gabriel Faure, e foi com essa apresentação que garantiu a vaga na etapa nacional.

Quando criança, Samira sonhava em ser engenheira química, mas também era apaixonada por música. “Sem eu perceber, apesar de não entender, eu parava para escutar a rádio que sempre tocava artistas como Ennio Morricone, e isso eu agradeço muito a minha avó, porque sem perceber ela foi me induzindo a este caminho”, conta.

Em 2012, já na quinta série, Samira conheceu um professor de música da ONG Oficina dos Sonhos que ofereceu em sua escola oportunidades para aulas de instrumentos gratuitamente. “Eu fiz o teste para entrar e passei, no começo eu desejava violino, mas quando eu ouvi o som do violoncelo, eu senti ali naquele momento que era meu instrumento, aquele era o que eu queria!”, diz.

Em 2016, Rodrigues passou em primeiro lugar no curso técnico de violoncelo da EMUFRN e em 2019 entrou através do ENEM para licenciatura em Música, também na UFRN. Devido a pandemia, a violoncelista enfrentou algumas adversidades para dar continuidade aos estudos. “2020 particularmente foi um ano difícil, veio o desânimo, parei de praticar o violoncelo por um tempo, mas depois fui tendo forças e voltei a estudar”, lembra.

O concurso foi divulgado e Samira recebeu muito incentivo de pessoas que a rodeia, e ela agarrou a chance. “Em 2021 surgiu essa oportunidade, e meus professores me incentivaram a participar do concurso. Eu estava com muito medo de tocar publicamente, sempre via as publicações quando abriam as inscrições, mas nunca me batia aquela coragem de me inscrever porque me sentia inferior, me sentia sem nível o bastante para isso”, lamenta.

 Apesar do medo ter feito com que ela se sentisse vulnerável, ela teve pessoas incríveis para lhe dar todo apoio. “Um dia antes de gravar a peça para enviar [no ato da inscrição], eu chorei muito por causa da insegurança, mas durante a gravação, minha irmã, que é violinista, me acompanhou e me deu coragem naquele momento”, conta.

Antes do tão esperado dia, ela recorda alguns episódios que antecederam o resultado. “Eu passei algumas noites acordada só mandando o link da votação para as pessoas, mas como sou cristã orava direto entregando nas mãos de Deus, eu pensava que não ia nem mesmo chegar ao segundo lugar, mas quando vi que era uma das finalistas eu fiquei boquiaberta, demorei a entender que era real, eu estava como finalista!!!”, relata.

No dia em que recebeu o resultado final, Samira transbordou de sentimentos bons. “Durante o resultado eu suei frio. Quando ouvi meu nome duas vezes, eu quis gritar de alegria e chorar de emoção, foi uma conquista enorme para mim, a realização de um sonho de muito tempo!!!”, relembra. Hoje em dia Samira é professora na ONG em que fez seu primeiro curso de violoncelo e se apaixonou pelo instrumento, no local ela dá aula para crianças entre 10 a 15 anos de idade.

 “Voltar na ONG como professora foi como estar exatamente no lugar da minha primeira professora de violoncelo, é como se eu me visse nas crianças de lá, e isso me inspira e me dá mais esperanças na nossa geração, me faz querer ver aquelas crianças chegarem tão longe quanto eu cheguei e ainda vou chegar em nome de Jesus! Eu amo a ONG e as pessoas que a compõe, é como uma segunda casa pra mim, uma segunda família!”, finaliza.