Fernando Deddos leva o eufônio brasileiro a palcos internacionais

O professor Fernando Deddos, da Escola de Música da UFRN, segue ampliando as conexões entre o Brasil e a música mundial. Catarinense radicado há nove anos em Natal, Deddos é reconhecido nacionalmente como um dos maiores nomes do eufônio, instrumento de sopro pouco comum no país, e tem conquistado espaço em importantes circuitos internacionais.

Foto Ramon Vasconcelos

Foto Ramon Vasconcelos

Recentemente, sua composição “Origami” foi gravada pelo renomado Quarteto Japonês Origami, integrando o álbum Concert Series Vol.2. A obra reforça a atuação de Deddos não apenas como intérprete, mas também como compositor com alcance global.

Em agosto de 2025, o professor será um dos solistas convidados do Leonard Falcone International Euphonium and Tuba Festival, considerado um dos principais eventos do mundo dedicados a esses instrumentos. O festival acontece entre 8 e 11 de agosto, no Blue Lake Fine Arts Camp, em Michigan (EUA), celebrando sua 40ª edição.

A participação de Deddos inclui um concerto no dia 10 de agosto, às 19h30 (horário local), ao lado do tubista Albert Khattar e da Blue Lake Festival Band. A apresentação será transmitida ao vivo pela Blue Lake Public Radio, levando o som do eufônio brasileiro a ouvintes de diferentes países.

Com carreira marcada por projetos inovadores, gravações e recitais dentro e fora do Brasil, Fernando Deddos reafirma o papel da UFRN como formadora e difusora de talentos que dialogam com a cena musical global.

📎 Confira o destaque na Tribuna do Norte: tribunadonorte.com.br/viver/musico-fernando-deddos-se-apresenta-nos-eua

Aluno da EMUFRN é finalista em prestigiado concurso de violão no RJ

Gustavo Silveira representa a Escola de Música da UFRN na final do XII Concurso Nacional de Violão Fred Schneiter

O estudante Gustavo Silveira, da Escola de Música da UFRN, está entre os cinco finalistas do XII Concurso Nacional de Violão Fred Schneiter, cuja prova final acontece nesta quarta-feira (23), às 17h, no Espaço Guiomar Novaes da Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro.

A semifinal do concurso ocorreu na última terça-feira (22) e foi marcada por alto nível técnico e artístico. Os nove candidatos semifinalistas estrearam a obra de confronto “Choro da Mata Nova”, composta especialmente para o concurso por Zé Paulo Becker, que também integrou a banca julgadora. O júri foi presidido por L. C. Barbieri e contou ainda com os nomes de Cyro Delvizio, Eduardo Castañera (Argentina), Marco Lima, Mário da Silva, Thais Nascimento e Ximena Matamoros (Chile).

A Escola de Música da UFRN contou com dois representantes na semifinal: Gustavo Silveira, do Ceará, e Howard Lima, do Rio Grande do Norte. Gustavo foi um dos cinco selecionados para a grande final, ao lado de Filipe Barbosa (SP), Thales Vieira (DF), Pedro Sett (RJ) e Igor Lazier (PR).

A comunidade acadêmica está na torcida por Gustavo, que tem se destacado nacionalmente pela excelência de sua performance. Mais informações sobre o concurso estão disponíveis no site oficial: www.mostrafred.com

Caninga Produções Musicais lança quatro selos fonográficos na UFRN

Caninga Produções Musicais Foto: Acervo Pessoal

A Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (EMUFRN) realiza entre 1º de junho e 31 de dezembro o projeto de extensão Caninga Produções: Selos Musicais da UFRN. A iniciativa cria e implementa quatro selos fonográficos para apoiar todo processo de produção musical, servindo como uma ferramenta de formação prática e promoção artística.

O projeto surge como resposta a certa demanda do cenário musical potiguar. Embora o Rio Grande do Norte possua uma rica e diversa produção musical, ainda enfrenta desafios estruturais, especialmente no que diz respeito à formação qualificada de profissionais e à inserção dos artistas no mercado nacional. O Caninga Produções Musicais se propõe a preencher essa lacuna, oferecendo uma formação prática e profissionalizante, alinhada às exigências do mercado contemporâneo.

O Caninga integra estudantes e professores na realização de atividades que envolvem desde a concepção artística até a distribuição das obras. As ações são desenvolvidas por meio de quatro selos: Kaninga Peró, voltado à música de concerto; Kaninga Potiguara, direcionado à música popular urbana; Kaninga Tapuia, que abrange música tradicional; e Kaninga Banga, dedicado ao jazz e à música instrumental.

Iniciativa dos selos representa uma oportunidade valiosa para estudantes e artistas, afirma Pollyana Guimarães – Foto: Cícero Oliveira

Professora da EMUFRN, Pollyanna Guimarães explica que a iniciativa dos selos representa uma oportunidade valiosa para estudantes e artistas. Segundo a docente, trata-se não apenas de uma experiência de aprendizado, mas também de acesso a um processo que costuma ser financeiramente inacessível. Isso porque, conforme destaca Guimarães, os alunos do projeto têm a chance de “participar de todas as etapas do processo da produção musical, desde a criação da música até a disponibilização nas plataformas de streaming”.

Expectativa do projeto é se consolidar como um modelo de formação prática na área de música e impulsionar a cena artística local – Foto: Cícero Oliveira

Como produto final, serão lançados quatro EPs, cada um com quatro faixas, totalizando 16 músicas autorais, devidamente gravadas, editadas, mixadas, masterizadas, registradas e disponibilizadas em plataformas digitais, com inserções também previstas na programação da Rádio Universitária. Além dos fonogramas, serão produzidos materiais gráficos, vídeos e campanhas de divulgação, contribuindo para a visibilidade dos selos e dos artistas envolvidos.

A expectativa é que o Caninga Produções Musicais se consolide como um modelo de formação prática na área de música, impulsione a cena artística local e projete a música potiguar para além do estado. As obras lançadas, assim como toda a documentação e divulgação do projeto, estarão disponíveis na plataforma kaningaselos.musica.ufrn.br.

10 de junho de 2025

por Agecom/UFRN

Fonte: Agecom/UFRN; Texto: Ubiratan Pedro; Edição: Marcos Neves Jr.; Revisão: Ana Byatriz Moreira.